Agente prisional e outras 14 pessoas são presas durante operação em Joinville
08/11/2019 07:05 em Segurança

Investigação apura entrada de aparelhos celulares e drogas no Presídio Regional

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) divulgou no início da noite desta quinta-feira (7) o balanço da operação realizada nesta quinta-feira para apurar à entrada de aparelhos celulares e drogas no Presídio Regional de Joinville. Um agente prisional e outras 14 pessoas foram presas durante o trabalho, que contou com o apoio da Polícia Civil, Polícia Militar, Departamento de Administração Prisional (Deap), além da atuação do Ministério Público.

Mais de 150 agentes estiveram envolvidos na operação, que cumpriu 50 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão temporária em Joinville, Araquari, Balneário Barra do Sul, Canoinhas, Mafra e Curitibanos. Além das 15 prisões, ainda há outros mandados a serem cumpridos pelo Gaeco.

Houve o cumprimento de um mandado de prisão temporária contra um agente prisional, outro foi detido em flagrante no momento da busca e apreensão porque foram encontradas munições na residência e outro teve somente o mandado de busca cumprido na sua residência. O agente detido em flagrante foi liberado logo após o procedimento. O Deap ainda vai decidir qual providência administrativa será tomada em relação ao funcionário.

Segundo o coordenador do Gaeco, Ricardo Paladino, não há necessariamente uma ligação dos agentes com alguma organização criminosa. O que existe são indícios de obtenção de vantagens indevidas em razão do cargo que ocupam na unidade para que houvesse a entrada de aparelhos celulares no sistema prisional.

Em relação aos demais presos, algumas pessoas tinham vínculos com presos e outro grupo não tem relação com alguém que esteja no presídio, mas poderiam estar levando o material em troca de recompensa financeira. No entanto, a maioria tem vínculo com detentos, inclusive familiares.

 

Apreensões de celulares e drogas

O Gaeco apreendeu 2,5 quilos de cocaína, 3,5 quilos de maconha e 270 gramas de crack durante a operação. Os entorpecentes estavam em diversos pontos, inclusive dentro do Presídio Regional. Porém, a maior parte se encontrava nas casas dos investigados. Segundo o Gaeco, eles praticavam o tráfico de drogas justamente por estar em contato com os presos.

Foram encontrados ainda serras e limas que seriam levadas para dentro do presídio. Além disso, havia anotações relacionadas ao tráfico e seis aparelhos celulares foram apreendidos dentro da unidade prisional.

— Enquanto houver um único aparelho de telefone celular lá dentro, um único resquício de entorpecentes dentro do sistema prisional, as instituições não vão descansar até o pleno restabelecimento da ordem legal. Então, essa investigação procede para que nós possamos quem está agindo e possamos responsabilizar essas pessoas — afirmou Paladino.

A operação desta quinta-feira teve como objetivo a coleta de provas, mas prossegue para identificar quem são as pessoas que estão levando as drogas e aparelhos celulares para o interior das unidades prisionais.

Mais de 170 pessoas trabalharam na operação realizada nesta quinta-feira. A investigação iniciou por iniciativa do Deap, que comunicou ao Gaeco e ao Ministério Público a suspeita de que pudesse estar havendo o ingresso irregular de celulares.

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